Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros 21 21UTC Fevereiro 21UTC 2009
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Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros
Áreas Marinhas Protegidas e a Pesca
Das mais de 5000 áreas protegidas do mundo, apenas 1.300 incluem componentes marinhos e costeiros, correspondendo a menos de 1% dos oceanos. Esse desequilíbrio acontece devido a diversos fatores como: dificuldades de acesso ao ambiente marinho, noção de que o ambiente marinho é uma propriedade comum a todos, sendo disponível para exploração e a idéia de que seus recursos são infinitos.
Por outro lado, é crescente a disseminação dos conceitos de que as áreas protegidas marinhas são essenciais para conservar a biodiversidade dos oceanos, aliando-se, desde a década de 90, a idéia de que também servem para manter a produtividade, especialmente dos estoques de pesqueiros. Diversos cientistas apontam que o estabelecimento de reservas marinhas pode ajudar na recuperação de estoques colapsados ou considerados ameaçados, servindo como berçários e fonte de exportação de indivíduos maduros para as áreas adjacentes.
No caso do Brasil, o tamanho do litoral aliado a grande diversidade de ecossistemas e espécies gerou a falsa idéia de um inesgotável potencial de explotação, levando em conseqüência, à adoção de políticas de desenvolvimento que pouco, ou quase nada, se preocuparam com a sustentabilidade do uso de seus recursos. Como resultado, os dados mais recentes mostram que apesar da pesca marinha contribuir com 63% da produção total de pescado brasileiro, 80% de seus recursos encontram-se sobrexplotados (Brasil, 1997 e dados do REVIZEE de 2004).
Por outro lado, é incontestável a importância sócio-econômica da atividade pesqueira no Brasil, não só como fornecedora de proteína animal para o consumo humano, como, também, em gerar aproximadamente 800.000 empregos, perfazendo um contingente de cerca de 4 milhões de pessoas que dependem, direta ou indiretamente do setor (Brasil, 1997).
Esse quadro não é diferente do resto do mundo e por isso mesmo, a American Association for the Advancement of Science recomendou que 20% dos mares, até o ano 2020, sejam declarados áreas de exclusão de pesca. Essa recomendação foi referendada pelo Acordo de Durban – V Congresso Mundial Parques IUCN/2003 (IUCN, 2005) e nas recomendações do Technical Advice on the Establishment and Management of a National System of Marine and Coastal Protected Áreas- Ad Hoc Technical Expert Group on Marine and Coastal Protected Areas(CDB Technical Series N. 13).
No Brasil a abordagem de aplicar o conceito de áreas marinhas protegidas marinhas na proteção de habitats específicos para larvas e juvenis garantindo o recrutamento e a manutenção dos estoques, recentemente tem sido incorporada no discurso governamental.
Os relatórios e diagnósticos produzidos para o workshop do PROBIO (Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira – MMA/GEF) Avaliação e Ações Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade da Zona Marinha e Costeira”, em 1999, já confirmavam o quadro dos principais impactos e identificavam 164 áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade na zona costeira e marinha. Destaca-se a recomendação dos diversos especialistas presentes ao evento, quanto a necessidade do estabelecimento de áreas de exclusão de pesca como mecanismos de recuperação e conservação de estoques pesqueiros. Tais recomendações continuam sendo as principais no mapa atualizado das áreas prioritárias.
Na zona costeira do Brasil as unidades de conservação representam uma boa parcela do território, sendo que, quando computamos a extensão do mar territorial e da zona econômica exclusiva notamos que menos de 0,4% dessa área estão sob a forma de alguma categoria de unidade de conservação.
Mesmo contando com uma baixa representatividade, já é possível apontar estudos de caso aonde medidas de gestão pesqueiras dentro de unidades de conservação de uso sustentável vêm demonstrando as possibilidades locais de uso dessa ferramenta.
O NZCM e a Gerência de Recursos Pesqueiros da Diretoria do Programa Nacional de Conservação da Biodiversidade vêm incentivando debates e disseminando a importância do uso das unidades de conservação costeiras e marinhas como instrumento para a gestão pesqueira. Essa abordagem pretende somar esforços aos demais instrumentos tradicionalmente usados bem como inserir a visão ecossistêmica na pesca brasileira. Uma das estratégias diz respeito à possibilidade de incremento dos mosaicos de unidades de conservação que podem propor cenários interessantes com a composição de unidades de conservação de proteção integral com as de uso sustentável e suas respectivas áreas de exclusão de pesca.
Como desafios destacam-se ações inerentes a uma mudança de paradigma, como a disseminação do conceito, a demonstração de estudos de caso, a implantação de gestão participativa e compartilhada dos recursos, a capacitação de técnicos e gestores e o convencimento dos tomadores de decisão. Além disso, a participação, na gestão das unidades de conservação, dos pescadores e demais atores que dependem dessas áreas é muito importante e para isso é necessário que a informação, a comunicação e, principalmente, a organização desses segmentos seja eficiente.
POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL ENFRENTA PRIMEIRO CARNAVAL COM LEI SECA AO VOLANTE 21 21UTC Fevereiro 21UTC 2009
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Operação Carnaval Polícia Rodoviária Federal
Com 40% a mais de bafômetros, fiscalização será reforçada em todo o país
Brasília / DF (19/02/2009) – Oito meses depois do governo brasileiro apertar o cerco aos motoristas adeptos da mistura álcool e direção, a Polícia Rodoviária Federal inicia na próxima sexta-feira (20/02) a primeira Operação Carnaval de sua história com tolerância zero a condutores embriagados. Para isso, a PRF recebeu reforço de 200 etilômetros comprados pelo Ministério da Justiça com verba do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (PRONASCI).
O álcool continuará no centro das atenções da Polícia Rodoviária Federal durante o feriado mais etílico do ano. De 20 de junho de 2008, quando passou a vigorar a lei 11.705, até 17 de fevereiro de 2009, os 500 etilômetros que a PRF mantem em operação foram responsáveis pela autuação de 7.013 motoristas, dos quais 4.435 (63%) acabaram presos.
Nos próximos seis dias, a PRF vai reforçar a presença nos corredores viários com tendência a congestionamentos e retenções, melhorando a fluidez do tráfego e a segurança nestes locais. Já nos trechos propensos à velocidade, como retas e vias de pista dupla, os 500 radares da PRF estarão de prontidão para conter a sanha dos mais apressados.
Entre zero hora de sexta e meia-noite da quarta-feira de Cinzas (25/02), todo o efetivo de 9.600 agentes da PRF se revezará na fiscalização dos 62 mil quilômetros de rodovias federais. O contingente será apoiado por duas mil viaturas de policiamento e resgate, além de seis helicópteros. Durante a Operação Carnaval de 2008, a Polícia Rodoviária Federal contabilizou 2.396 acidentes, 128 mortes e 1.472 feridos.
Restrição a veículos longos – O tráfego de caminhões bitrens e cegonhas sofrerá restrição por períodos de até seis horas em vias de pista simples durante o feriado. A medida vale para veículos com ou sem carga, independente de possuírem Autorização Especial de Trânsito (AET).
Quem descumprir a determinação será multado em R$ 85,13 (infração Média), receberá 04 pontos na CNH e permanecerá com o veículo estacionado até liberação pela polícia.
Confira datas e horários:
OPERAÇÃO PERÍODO DIA DA RESTRIÇÃO HORÁRIO DA RESTRIÇÃO
CARNAVAL 20/02/2009
a
25/02/2009 20/02/2009 (sexta-feira) 16h às 22h
21/02/2009 (sábado) 06h às 12h
24/02/2009 (terça-feira) 16h às 22h
25/02/2009 (quarta-feira) 06h às 12h
Clima instável na maior parte do Brasil – De acordo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pode chover em todo Brasil durante o Carnaval. No Sudeste, merece atenção o risco de chuvas fortes no Rio de Janeiro no final de semana. A região Nordeste apresenta previsão de chuvas isoladas com possibilidade de precipitações mais intensas no domingo. Já no Sul do Brasil, o prognóstico apenas indica chances de chuvas isoladas. Chove em todo a região Norte, enquanto no Centro-Oeste o tempo varia entre nublado e chuvoso, com períodos de sol no domingo.
Não serão fornecidos resultados parciais durante a operação.
RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES
•Planejamento da viagem – O motorista deve se informar sobre as distâncias que vai percorrer, condições do tempo, pontos de parada, existência de postos de combustíveis e de restaurantes à beira da estrada. Não esquecer documentação pessoal e do veículo;
•Pausas para descanso – O condutor deve programar paradas a cada 3 horas. Quem se expõe a muitas horas dirigindo fica sujeito ao fenômeno da “hipnose rodoviária”, na qual se mantém de olhos abertos, mas sem percepção da realidade à sua volta. Ela vem acompanhada de sonolência, perda de reflexos e de força motora;
•Período noturno – Evitar circular à noite. Além da redução da visibilidade, é o horário que os delinquentes mais se aproveitam para a prática de crimes;
•Previsão do tempo – Procurar se informar sobre as condições do tempo nos lugares por onde vai passar. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) disponibiliza gratuitamente informações sobre o clima no endereço www.inmet.gov.br;
•Atenção redobrada – Observar as placas que indicam os limites de velocidade e as condições de ultrapassagem. Tais placas não foram colocadas naquele ponto da estrada sem motivo. Nos trechos em obras, o motorista deve reduzir a velocidade e obedecer a sinalização local.
A Divisão de Saúde da Polícia Rodoviária Federal também faz algumas recomendações para quem pretende viajar no Carnaval. Conheça algumas:
•Durante a viagem, mantenha-se alimentado e hidratado. Dê preferência a alimentos leves e de fácil digestão, como frutas, legumes e verduras. Evite doces, frituras e gorduras. Álcool, nem pensar.
•Não exagere na bebida. Toda forma de álcool, inclusive cerveja, provoca desidratação. Não estrague a sua festa e a de mais ninguém.
•SE FOR BEBER, NÃO DIRIJA.
Revitalização do Rio São Francisco 21 21UTC Fevereiro 21UTC 2009
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O vale do rio São Francisco está recebendo ações de reflorestamento, de coleta e de tratamento de esgoto e lixo, de controle de erosão, de monitoramento da qualidade da água e de recuperação da hidrovia. A revitalização do rio, um programa de longo prazo de recuperação do meio ambiente, faz parte do Projeto São Francisco. O programa inclui o Água para Todos, que atende à populações que vivem a até cinco quilômetros de cada margem do rio e a integração com as bacias do Nordeste Setentrional – que engloba os Estados do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e parte de Pernambuco (Agreste e Sertão). Com a integração, o Governo Federal irá assegurar a oferta de água a mais de 12 milhões de brasileiros que habitam o semi-árido nordestino e convivem há muitas décadas com a irregularidade das chuvas. A retirada contínua de 26,4 m³/s de água equivale a 1,4% da vazão garantida pela barragem de Sobradinho (1850 m³/s) no trecho do rio onde se dará a captação. Este montante hídrico não afeta a vida do rio. Nos anos em que o reservatório de Sobradinho estiver vertendo, o volume captado poderá ser ampliado para até 127 m³/s, contribuindo para o aumento da garantia da oferta de água para múltiplos usos.
Nova tecnologia ajuda no diagnóstico do câncer de mama 21 21UTC Fevereiro 21UTC 2009
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Pesquisa da USP e LNLS aponta a luz síncrotron como ferramenta importante para tratar câncer de mama
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O câncer de mama é o segundo tipo de maior incidência no mundo
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A fonte de luz síncrotron, acelerador de partículas que produz feixes intensos de raios-X, ultravioleta e infravermelho usados para estudos de materiais em níveis atômicos, moleculares e arranjos moleculares, se revela como uma ferramenta importante para investigação de novas técnicas a serem aplicadas no estudo do câncer de mama. É o que revela o estudo “Análise de tecido mamário normal e neoplásico por espalhamento de raios-X a baixo ângulo”, da Universidade de São Paulo (USP) – campus de Ribeirão Preto -, realizado no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), do Ministério da Ciência e Tecnologia. O trabalho será apresentado na 18ª Reunião Anual dos Usuários do LNLS, que ocorre nos dias 18 e 19 de fevereiro, no campus do Laboratório, em Campinas (SP). A pesquisa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), mostra que o uso da técnica de espalhamento de raios–X a baixo ângulo, do inglês Small Angle X-Ray Scattering (SAXS), permite identificar diferenças estruturais entre os tecidos mamários normais e neoplásicos (benignos e malignos), o que poderá auxiliar em um possível diagnóstico, bem como para um prognóstico do desenvolvimento de um tumor. “O principal objetivo desta pesquisa é auxiliar no diagnóstico do câncer de mama, eliminando a subjetividade decorrente da biópsia tradicional. Além disso, futuramente esperamos adequar esta técnica para utilização conjunta à mamografia, criando assim, uma nova ferramenta de diagnóstico para atender a população em geral”, afirma André Luiz Coelho Conceição, pesquisador da USP-Ribeirão Preto, responsável pelo estudo. O câncer de mama é o segundo tipo de câncer de maior incidência no mundo perdendo apenas para o de pulmão. Segundo projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca), cerca de 49,4mil casos devem surgir no Brasil entre 2008 e 2009. Assim como em outras formas de tumores, as chances de cura chegam a 100% se a doença for diagnosticada e tratada precocemente. |